ROTA A CAVALO 20 ETAPAS
Rota a cavalo Logroño – Santiago
Rota a cavalo desde Logroño – 20 etapas
O Caminho Francês atravessa o norte de Espanha até chegar a Santiago de Compostela, é o itinerário mais percorrido das sete rotas oficiais e de maior tradição histórica.
A nossa Rota a cavalo desde Logroño até Santiago de Compostela percorre 576,00 quilómetros em 20 etapas.
Quando se contemplou o itinerário deste caminho no Codex Calixtinus, o rei pamplonês Sancho III o Maior impulsionou o Caminho com a ajuda de Sancho Ramírez de Navarra e Aragão, Afonso VI e outros Reis de Castela, Leão e Galiza.
Connosco encontrará uma forma diferente de percorrer o Caminho de Santiago a cavalo, acompanhado pelos nossos profissionais de excursões, guias e veterinários que em todos os momentos se encarregarão da logística necessária para que desfrute da peregrinação.
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20 etapas a cavalo desde Logroño
É um bom momento para rever a bagagem e garantir que não falta nada que depois em rota possamos sentir falta. Amanhã começamos o Caminho de Santiago a cavalo desde Logroño.
[h4]Caminho Francês desde Logroño[/h4] Logroño é o cruzamento de caminhos e o coração de La Rioja. O seu nome provém do celta Illo Gronio que significa “o vau” e faz referência à passagem sobre o rio Ebro no seu local.
No centro histórico destaca a concatedral de Santa María de la Redonda do século XVI, flanqueada por duas torres barrocas conhecidas como “as Gémeas”, o palácio dos Chapiteles, o Museu de La Rioja, a porta do Revellín e o Espolón com a sua estátua de Espartero. Tudo numa das cidades mais bonitas do nosso país, Logroño. Na imagem pode ver-se a Casa das Ciências.

Atravessaremos os campos agrícolas banhados pelas margens do rio Tuerto que unem o caminho desde Azofra até Cirueña.
Pararemos para almoçar em Santo Domingo de la Calzada desfrutando do rio Oja e da torre barroca da sua catedral.
O final desta etapa aproximar-se-á quando entrarmos na província de Burgos e chegarmos a Castidelgado, local de descanso.


Durante a tarde o objetivo será alcançar Atapuerca, localidade conhecida em todo o mundo pelos seus depósitos pré-históricos e pinturas rupestres nas suas grutas. Aqui passaremos a noite e começaremos a terceira jornada da nossa peregrinação a Santiago a cavalo.


Em Burgos teremos todos os serviços que a cidade oferece ao peregrino e viajante, sendo a primeira cidade do Caminho Francês ao passar pela Comunidade Autónoma de Castela e Leão.

Durante a tarde começaremos a enfrentar os primeiros quilómetros de exigência que a planície castelhana impõe ao peregrino.

Uma das paragens obrigatórias será em Rabé de las Calzadas, que permite ao peregrino contemplar a igreja de Santa Marina.
Almoçaremos em Hontanas para recuperar forças, antes de continuar a trote em direção às Ruínas do Mosteiro de San Antón, que confirma a direção do caminho até Castrojeriz.

O Castelo de Castrojeriz visto do Caminho de Santiago, um dos belos paisagens que encontraremos.

A nossa paragem para almoço será, como sempre, especial. Neste caso visitaremos Frómista e a sua Igreja de San Martín de Tours.

O final de etapa será Villalcázar de Sirga, localidade que a história relaciona diretamente com os Cavaleiros Templários. Aproveitaremos para descansar e recuperar energias.

Ao chegar a Carrión de los Condes encontraremos o Real Mosteiro de San Zoilo, panteão familiar dos condes de Carrión e originalmente dedicado a San Bautista.

Chegaremos a Calzadilla de la Cueza, zona de grande interesse arqueológico, para pernoitar e deixar os nossos cavalos recuperarem energias suficientes para continuar a reduzir quilómetros até ao nosso destino.

Entraremos na província de Leão e perto da hora do almoço contemplaremos um dos marcos do Caminho de Santiago, a Igreja de San Tirso de Sahagún.

Outro dos típicos povoados que deixaremos para trás no nosso percurso será Bercianos del Real Camino, onde desfrutaremos da Lagoa Grande. Daremos por terminada a etapa em El Burgo Ranero.

Faremos a nossa paragem a meio do dia em Mansilla de las Mulas, onde encontraremos um monumento aos peregrinos, a Praça do Grano e a Porta da Concepción.
Antes de chegar ao nosso destino da jornada cruzaremos a Ponte Villarente que pertenceu à Irmandade da Sobarriba e que tem uma passarela especialmente para peregrinos.

Em Valdelafuente descansaremos e deixaremos que os nossos cavalos e acompanhantes recuperem energias para, ao amanhecer, enfrentar um novo troço do Caminho de Santiago.

Nesta etapa passaremos pela cidade de Leão, mas não pelo seu centro histórico nem pela Catedral, que veremos ao longe. Cruzaremos o rio Bernesga, deixaremos para trás o Leão Arena e o passeio do parque que dá tanta vida à cidade e desde onde se podem ver as diferentes pontes que cruzam o rio.

Faltam poucos quilómetros para as terras mágicas da Galiza, onde a inclemência da planície castelhana dará lugar a bosques e vales verdes que alegram a alma das suas gentes e dos peregrinos.

A paragem da jornada será em Santibáñez de Valdeiglesias, o povo por excelência, tanto no Caminho de Santiago como na Província de Leão, pela sua gastronomia local e pelas suas gentes.

Na nossa chegada a Astorga desfrutaremos de uma cidade que é um monumento em si mesma, além de ponto de confluência entre os peregrinos do Caminho Francês e os vindos pela Via de la Plata. É uma ocasião que não podemos perder para provar alguns dos prazeres gastronómicos típicos da zona como o cozido maragato e as mantecadas.

Astorga é uma cidade que cresceu sob a influência do Caminho. A afluência de peregrinos vindos do Caminho Francês juntavam-se em Astorga aos caminheiros chegados pela Via de la Plata e com pastores que se aproximavam da cidade. Chegou a ter 25 hospitais de peregrinos. Do abuso do uso destes últimos serviços para peregrinos, criou-se a figura do “veedor”, que inspecionava o uso abusivo dos Hospitais.

Terminaremos a jornada podendo desfrutar das mantecadas e do cozido maragato típico desta região.

A Comarca del Bierzo aparece descrita no Livro V do Códice Calixtino sob palavras de Aymeric Picaud assim:
“Abunda em bosques, é agradável pelos seus rios, prados e riquíssimos macieiras, as suas boas frutas e as suas claríssimas fontes; é rara em cidades, vilas e searas. Escassa em pão de trigo e vinho, abunda em pão de centeio e sidra, em gado e cavalos, em leite e mel e em peixes grandes e pequenos do mar; é rica em ouro e prata, em tecidos e peles silvestres, e sobretudo em tesouros sarracenos”.

Um lugar único chamado Oásis do Caminho é Molinaseca, por onde passa o rio Meruelo cruzado pela ponte romana mais famosa da região.

Em Villafranca aproveitaremos para contemplar a Igreja de Santiago, a Colegiada, San Nicolás, San Francisco e o Palácio de Torquemada.
Uma bula papal concedida pelo Papa espanhol Calixto III no século XV permitia aos peregrinos doentes ou impedidos que passavam pela Porta do Perdão da igreja de Santiago, que se encontra à entrada do Caminho a Villafranca del Bierzo, obter as mesmas indulgências que se tivessem chegado a Santiago. Como diz o Códice Calixtino:
“… Villafranca, à entrada de Vega de Valcarce, Castro Sarracín; depois Villaus…”

Saíremos de Villafranca subindo o rio Valcarce, o nosso guia para a Galiza. Daqui a 9 km mais nos separam de Trabadelo, onde terminaremos a etapa.

Subindo o rio chegaremos a Vega de Valcarce onde ainda se conservam as ruínas do Castelo de Sarracín, construído no século XV. Continuaremos o nosso caminho para Ruitelán e Las Herrerías, local de almoço e descanso.

Durante a tarde entraremos na Galiza, coroaremos o alto do O Courel e descansaremos rodeados da profundidade dos bosques e montanhas desta região. Já falta pouco para chegar a Santiago de Compostela, a viagem está a chegar ao fim.

As pallozas são construções sobre planta oval que nos ajudam a perceber como eram os castros pré-históricos, com teto cónico coberto de palha.

Em Triacastela conservam-se vestígios do hospital e até da prisão que existiu para peregrinos e o ábside românico da igreja de Santiago do século XII, monumentos que poderemos visitar durante o almoço do meio-dia.
A jornada continua à tarde em direção a Samos, onde poderemos contemplar um dos mosteiros mais antigos do ocidente.

Abandonaremos Samos para subir o caminho de Barbadelo. Durante a manhã visitaremos lugares como Cortiñas, Lavandeira, Ferreiros ou Mirallos, todos rodeados pelos bosques da Galiza. Almoçaremos em Casal, permitindo o descanso das nossas montadas antes de continuar a jornada à tarde.

Depois de comer, continuaremos tranquilamente a trote em direção a Portomarín e durante o trajeto veremos aparecer pela primeira vez o rio Minho escondido entre os ramos das árvores.

Com as primeiras luzes desceremos o monte de San Antonio e chegaremos a Toxibó e pouco depois a Gonzar. Pelo caminho teremos a oportunidade de ir vendo os emblemáticos hórreos que existem espalhados por toda a Galiza e onde se guardavam as espigas de milho.
Ao chegar a Castromaior veremos as antigas ruínas do castro do qual provém o topónimo deste povo e encaminhar-nos-emos para Ventas de Narón, local onde almoçaremos.

Os últimos quilómetros que nos separam da nossa chegada a Palas de Rei oferecem-nos a visita a lugares como Prebisa, Lameiros, Ligonde, Portos e Lestedo, numa jornada de subida pouco pronunciada. Palas de Rei foi um lugar importante da tradição celta, tendo em conta a quantidade de castros celtas que existem no seu concelho.

San Xulián, Pallota e Pontecampaña são os primeiros povoados que nos darão as boas-vindas pela manhã. Continuaremos incansáveis em direção a Coto, Lerboreiro, Disicaibo, Magdalena e Furelos perseguindo o meio-dia.
Ao chegar a Melide espera-nos o almoço, para recuperar forças e chegar até Arzúa. Já não falta nada para alcançar a nossa meta final, a ansiada Plaza del Obradoiro, ponto de encontro de todos os companheiros que fomos conhecendo ao longo do Caminho de Santiago.

Imersos na Galiza rural, continuaremos a marcha em direção a Castañeda e pouco depois chegaremos a Arzúa, final de etapa onde descansaremos e poderemos comprovar a merecida fama dos queijos que se produzem nesta região.

Entre suaves inclinações e muitas zonas de sombra, atravessaremos o Concello do Pino, onde poderemos visitar a Capela de Santa Irene, antes da nossa chegada a Lavacolla.
Entraremos no concelho de Santiago de Compostela. A partir deste ponto só teremos de subir ao Monte do Gozo, levantar a vista e observar no fundo do vale a Catedral.


O final do Caminho deixa a alma cheia de tesouros e um estranho vazio no espírito, que já se acostumou a andar. Se a emoção for amarga, talvez o melhor seja continuar até Finisterre e chegar à morada do sol, ao fim do mundo.
É momento de desfrutar da merecida recompensa, de selar as nossas credenciais, de assistir à missa do peregrino. A chegada à Praza do Obradoiro com os nossos cavalos está preparada, só temos de montar e começar a trotar.

E já é nossa a Catedral, parabéns peregrino que completaste o Caminho e soubeste chegar.
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